Aluguel pena

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  • COBRANÇA. Locação de imóveis. Sublocação não residencial. Sentença de improcedência da cobrança de aluguel pena pela não restituição da coisa locada. Confirmação. O artigo 575 do Código Civil, que dispõe sobre o arbitramento de novo aluguel para a hipótese de não devolução da coisa locada, possui conotação de cláusula penal, obrigação acessória já especificada na sublocação de imóvel urbano regulada por norma especial, implicando a adoção do sobredito instituto em bis in idem que guarda descompasso com o princípio que veda o enriquecimento sem causa. Recurso provido.

  • LOCAÇÃO NÃO RESIDENCIAL. Contrato vigorando por prazo indeterminado. Denúncia resilitória. Procedência de ação de despejo, com a fixação de aluguel-pena. Apelo do réu. Desocupação voluntária, com entrega de chaves. Provimento parcial do recurso, apenas para reduzir a honorária de sucumbência.

  • APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE. AUSÊNCIA DE INTERESSE PROCESSUAL. A extinção do processo por ausência de interesse processual é viabilizada quando inexistir necessidade de a parte ir a juízo, com o fito de atingir o objetivo pugnado, ou mesmo naqueles casos em que os efeitos do provimento jurisdicional não for útil. Hipótese em que a autora não possui interesse no ajuizamento da ação de reintegração de posse de veículo, uma vez que já existe provimento jurisdicional, proferido em outra demanda, determinando à parte adversa a devolução do bem à demandante, sob pena de incidência de aluguel, cabendo-lhe executar provisoriamente aquela decisão, pois. Manutenção da sentença de extinção do feito, por ausência de interesse processual, restando prejudicada a apreciação do pedido...

  • AGRAVO DE INSTRUMENTO. PARTILHA DE BENS. ARBITRAMENTO DE ALUGUERES. VIABILIDADE. PARTILHA DE FRUTOS. Aluguel pelo Uso exclusivo de bem comum. Viável, em tese, a fixação de alugueres a serem pagos pelo ex-cônjuge que, após a separação, ficou na posse exclusiva de um imóvel que é comum. Precedentes do STJ. Contudo, no caso concreto, estão ausentes provas da titularidade dos bens ditos comuns. Logo, não há como se fixar o aluguel, enquanto não esclarecida a situação dos imóveis, sob pena de se violar direitos de terceiros. Frutos. Para que se possa discutir a eventual direito da agravante em perceber os frutos dos bens ditos comuns, é necessário que haja alguma prova de que tais bens são comuns do casal, ou mesmo exclusivos. Não havendo prova da titularidade dos bens, não há como cogitar a...

  • Ação de Reintegração de Posse. Imóvel então de titularidade do autor e sua ex-esposa. Posse exercida por esta em razão de usufruto acertado na separação do casal. Usufrutuária que passou a conviver com o réu no imóvel, advindo dessa união uma filha. Posterior falecimento da usufrutuária, permanecendo no imóvel a filha incapaz e o réu, seu genitor. Improcedência da reintegratória decretada. Imposição, todavia, ao réu, de aluguel-pena, a partir de quando cessar o poder familiar. Impossibilidade, já que o réu ali permanecerá como representante legal da legítima possuidora, e posteriormente como genitor desta, se autorizado. Sentença reformada. Recurso provido.

  • AGRAVO DE INSTRUMENTO. PARTILHA DE BENS. ARBITRAMENTO DE ALUGUERES. VIABILIDADE. PARTILHA DE FRUTOS. Aluguel pelo Uso exclusivo de bem comum. Viável, em tese, a fixação de alugueres a serem pagos pelo ex-cônjuge que, após a separação, ficou na posse exclusiva de um imóvel que é comum. Precedentes do STJ. Contudo, no caso concreto, estão ausentes provas da titularidade dos bens ditos comuns. Logo, não há como se fixar o aluguel, enquanto não esclarecida a situação dos imóveis, sob pena de se violar direitos de terceiros. Frutos. Para que se possa discutir a eventual direito da agravante em perceber os frutos dos bens ditos comuns, é necessário que haja alguma prova de que tais bens são comuns do casal, ou mesmo exclusivos. Não havendo prova da titularidade dos bens, não há como cogitar a...

  • Agravo de instrumento. Impugnação ao cumprimento de sentença. Restituição de área indevidamente ocupada e remoção de benfeitorias. Acórdão transitado em julgado. Ampliação de prazo para desocupação deferida. Fixação de aluguel. Valor em consonância com o mercado. A agravante, em que pese esteja obrigada, por decisão já transitada em julgado, a restituir área indevidamente ocupada, e que é parte de um todo maior pertencente ao agravado, ocupação esta que perdura por mais de oito anos, nega-se a fazê-lo, lançando inúmeros obstáculos, inclusive o fato de que teria realizado a ampliação das benfeitorias antes do trânsito em julgado da sentença, mesmo sabendo que, com o recurso de apelação interposto, a mesma poderia ser modificada, como o foi. Em que pese o cerne da argumentação da agravant...

    ... permanecer ocupando-o indevidamente, sob pena de causar ainda mais prejuízo ao agravado. O valo...

  • GESTANTE. MORTE DA CRIANÇA APÓS O PARTO. DIREITO À ESTABILIDADE. O legislador constituinte explicitou a tutela jurídica à gestante, desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto, nada dispondo sobre a hipótese de a criança nascer ou não com vida. A Lei 8.213/91 também elegeu o parto como marco para a concessão do salário-maternidade, não excepcionando a hipótese de morte da criança, após o parto, pelo que, esta circunstância não pode ocasionar a cessação da licença-maternidade e tampouco compromete a garantia estabilitária assegurada pelo artigo 10º, II, b, do ADCT. Se o legislador não distinguiu, não pode o intérprete fazê-lo. A instituição de benefícios e garantias da gestante em nome da "utilidade social da função materna", no dizer de André Gorz, introduz "a idéia de...

  • Agravo em agravo de instrumento. Impugnação ao cumprimento de sentença. Restituição de área indevidamente ocupada e remoção de benfeitorias. Acórdão transitado em julgado. Ampliação de prazo para desocupação deferida. Fixação de aluguel. Valor em consonância com o mercado. A agravante, em que pese esteja obrigada, por decisão já transitada em julgado, a restituir área indevidamente ocupada, e que é parte de um todo maior pertencente ao agravado, ocupação esta que perdura por mais de oito anos, nega-se a fazê-lo, lançando inúmeros obstáculos, inclusive o fato de que teria realizado a ampliação das benfeitorias antes do trânsito em julgado da sentença, mesmo sabendo que, com o recurso de apelação interposto, a mesma poderia ser modificada, como o foi. Em que pese o cerne da argumentação d...

    ... permanecer ocupando-o indevidamente, sob pena de causar ainda mais prejuízo ao agravado. O valo...

  • CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. CLÁUSULAS ABUSIVAS. NULAS DE PLENO DIREITO. RETENÇÃO. 15% DO VALOR DAS PARCELAS PAGAS. REMUNERAÇÃO DAS DESPESAS. DEVOLUÇÃO DO RESTANTE. PARCELA ÚNICA. RETENÇÃO DOS VALORES. FRUIÇÃO. ENTREGA DAS CHAVES. Mesmo provocando a rescisão contratual por inadimplência, tem o promissário-comprador direito à restituição das parcelas já pagas pelo imóvel. À luz do Código de Defesa do Consumidor, é abusiva, portanto, nula de pleno direito, a cláusula contratual, inserida no instrumento particular de promessa de compra e venda de imóvel, que prevê a retenção exagerada da quantia paga pelo consumidor, desproporcional à remuneração das perdas e despesas do contrato. Tratando-se de rescisão de contrato de compra e venda de imóvel, a retenção de 15% do valor das parcel...

    ... do bem para ser usado em forma de aluguel, sob pena de enriquecimento ilícito dos primeiros...



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