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APELAÇÃO CÍVEL - USUCAPIÃO ESPECIAL URBANA JULGADA EM CONJUNTO COM REINTEGRAÇÃO DE POSSE C/C INDENIZAÇÃO - COMPROVAÇÃO DA CONSOLIDAÇÃO DO PRAZO QUINQUENAL PARA A CONSUMAÇÃO DA PRESCRIÇÃO AQUISITIVA ANTERIORMENTE À TRANSFERÊNCIA DO BEM AO PATRIMÔNIO DA UERJ, EM RAZÃO DA VACÂNCIA DA HERANÇA - PREENCHIMENTO DOS PRESSUPOSTOS NECESSÁRIOS AO RECONHECIMENTO DA AQUISIÇÃO DA PROPRIEDADE DO BEM PELA USUCAPIÃO ESPECIAL URBANA, PREVISTA NO ART. 183, CAPUT, DA CR/88 - BEM USUCAPIDO OBJETO DE HERANÇA JACENTE, A QUAL SOMENTE PASSOU A SER VACANTE APÓS O TRANSCURSO DO PRAZO DA PRESCRIÇÃO AQUISITIVA, NÃO SE TRATANDO, POIS, DE BEM PÚBLICO. - O PODER PÚBLICO NÃO É HERDEIRO, NÃO SE LHE RECONHECENDO O DROIT DE SAISINE, SOMENTE SENDO POSSÍVEL POSTULAR A POSSE DO BEM APÓS A DECLARAÇÃO DE VACÂNCIA DA HERANÇA ...
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TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA. TRANSFERÊNCIA DE BENS E DIREITOS POR SUCESSÃO HEREDITÁRIA. LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA. APLICAÇÃO RETROATIVA.
IMPOSSIBILIDADE.
O fato gerador do imposto de renda é a aquisição da disponibilidade jurídica de acréscimo patrimonial de qualquer natureza, de sorte que o eventual ganho de capital relacionado à herança sujeita-se às normas em vigor quando da transmissão dos bens, em razão da irretroatividade da norma tributária e do princípio do tempus regit actum.
Conforme o princípio da saisine, o falecimento do de cujus coincide temporalmente com a transmissão da herança.
Levando-se em consideração que nesse momento os valores adquiridos por herança gozavam de isenção do imposto de renda, sendo as transferências causa mortis excluídas do cálculo de ganho d...
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APELAÇÃO CÍVEL. SUCESSÕES. INVENTÁRIO. EXTINÇÃO DO FEITO. MANUTENÇÃO DA SENTENÇA. Não há falar em prosseguimento do inventário de bens que não pertencem aos autores da herança, ressaltando-se que qualquer discussão sobre a legalidade da aquisição da propriedade de terceiros escapa ao âmbito do inventário. NEGARAM PROVIMENTO AO APELO. (Apelação Cível Nº 70045160751, Oitava Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Alzir Felippe Schmitz, Julgado em 01/12/2011)
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... suspende o exercício, mas não a aquisição do direito. ARTIGO 132. Salvo disposição legal o...Não pode ser objeto de contrato a herança de pessoa viva. SEÇÃO II Da Formação dos Contr...
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AÇÃO DECLARATÓRIA. RECONHECIMENTO UNIÃO ESTÁVEL. PERÍODO DO RELACIONAMENTO COMPROVADO. SUBROGAÇÃO DE BENS NÃO DEMONSTRADA. Para o reconhecimento da união estável é necessário comprovar relacionamento público, contínuo, duradouro e com ânimo de constituir família, o que não se verifica, no caso dos autos, no período indicado pelos autores e anterior aquele reconhecido na decisão monocrática. Não há comprovação de que o produto da venda de bens provenientes de herança e doação tenham sido utilizado para aquisição dos bens que passaram a integrar o patrimônio do casal. Apelo desprovido, de plano. (Apelação Cível Nº 70038118014, Sétima Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Jorge Luís Dall'Agnol, Julgado em 30/06/2011)
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Dúvida Registrária - Lei de Registros Públicos - Formal de Partilha - Memorial Descritivo - Segurança Jurídica - Formalização de Fenômeno Jurídico Consumado - Princípio da Razoabilidade. 1. A Recusa da Sra. Oficiala do Cartório Reside na Imperfeição do Memorial Descritivo Apresentado Pelos Apelantes. Com Efeito, a Lei de Registros Públicos Especifica os Requisitos do Memorial Descritivo, a Fim de Agregar Segurança Jurídica Ato. 2. Insta Observar, Todavia, que a Aquisição da Propriedade por Herança se Opera no Momento do Falecimento do de Cujus, de Modo que os Apelantes Já São Proprietários do Imóvel Rural Transmitido por Herança. A Sistemática Adotada no Direito Brasileiro Pretende Contornar a Incongruência Lógica Concernente em Atribuir Direito de Propriedade a Pessoa que, e...
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DIREITO DE FAMÍLIA E SUCESSÕES. RECURSO ESPECIAL. ALIENAÇÕES FEITAS PELO CÔNJUGE VARÃO, FALECIDO, EM NOME DE SUA ESPOSA. MORTE DO VARÃO SEM DEIXAR PATRIMÔNIO. INVASÃO DA LEGÍTIMA. RECURSO PROVIDO. VOTO VENCIDO.
Hipótese em que o de cujus, casado pela terceira vez, destina parte significativa de seu patrimônio para adquirir, em nome de sua nova esposa e dos filhos desta, bens imóveis e um automóvel e que, em função disso, faleceu sem patrimônio algum. Os filhos propõem ação visando à declaração de ineficácia dessas aquisições, de modo que delas constem o falecido como adquirente. Argumenta-se que o de cujus colocou os bens em nome de terceiros para desviar o patrimônio das constantes investidas de sua segunda esposa.
O órgão julgador dos embargos infringentes não fica adstrito ao...
... esforço comum do casal para a aquisição, o que tornaria ineficazes as doações e os contr... herdeiros podem simplesmente vindicar a herança da qual teriam mera expectativa". Embargos infring...
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UNIÃO ESTÁVEL - RECONHECIMENTO E DISSOLUÇÃO CUMULADA COM DECLARAÇÃO DE DIREITOS SUCESSÓRIOS SOBRE OS BENS DO DE CUJUS - Sentença de procedência, reconhecendo a união estável e conferindo a qualidade de herdeira à companheira - Recurso de apelação - Companheira que somente teria direito à meação sobre bens adquiridos durante a união estável e, diante das aquisições serem anteriores, não há meação - Pela inaplicabilidade da Lei 8.971/94, ante sua revogação pela Lei S.872/96 - Agravo retido da decisão que não acolheu a carência da ação nem a ilegitimidade passiva - Recurso que não merece provimento Aplicabilidade das leis 8.971/94 e 9.872/96, no que não se contrastam - Companheira sobrevivente, qualidade de única herdeira em detrimento dos colaterais - Admissibilidade - Inexistência de asc...
... cujus - Direitos sobre a totalidade da herança, independentemente da data da aquisição dos mesm...
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DISSOLUÇÃO DE UNIÃO ESTÁVEL. PARTILHA DE BENS. 1. Ficando comprovada a existência da união estável e sua dissolução, imperiosa a partilha igualitária dos bens amealhados a título oneroso na constância da vida marital, pois ela é regida pelo regime da comunhão parcial de bens. 2. Se o imóvel foi adquirido pela companheira e em nome desta, a título oneroso, na constância da união estável, então deve ser partilhado igualitariamente, independentemente da colaboração financeira de cada um para a aquisição do bem, ressalvada a parte adquirida pelo varão, por herança. 3. Se a autora não comprovou que o bem foi adquirido com recursos provenientes de doação de sua genitora, em seu favor, como lhe competia, esse bem integra o patrimônio comum do casal. Recurso da autora desprovido e provido o rec...
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Direito Civil. Usucapião. Usucapião especial urbano. Imóvel indivisível. A posse exercida por um dos herdeiros, inicialmente por mera tolerância da genitora que residia no mesmo imóvel e, depois de seu falecimento, por comodato tácito dos demais herdeiros, não tem o condão de qualificá-la para os fins de futura aquisição da propriedade em detrimento dos direitos dos demais. Código Civil, artigo 1.784: "aberta a sucessão, a herança transmite-se, desde logo, aos herdeiros legítimos e testamentários".O que se transmite é tanto a propriedade, como a posse, direta ou indireta. Atos praticados pelos demais herdeiros que demonstram sua oposição ao exercício da posse exclusiva e qualificada do herdeiro possuidor direto. Legalidade da cessão da posse por um dos herdeiros, mas sem prejudicar os...