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HABEAS CORPUS. CONDENAÇÃO. PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO DE USO PERMITIDO. ARTEFATO NÃO APREENDIDO. IMPOSSIBILIDADE DE SE AFERIR QUAL O TIPO DE ARMAMENTO UTILIZADO. AUSÊNCIA DE UM DOS ELEMENTOS COMPONENTES DA DESCRIÇÃO TÍPICA DO ART. 14 DA LEI N. 10.826/03.
CONSTRANGIMENTO ILEGAL EVIDENCIADO.
Embora a via do habeas corpus não comporte análise valorativa acerca do conjunto probatório produzido no curso da instrução criminal, a hipótese retratada nos autos se restringe a perquirir a validade das provas utilizadas na fundamentação do édito repressivo objurgado, procedimento que não encontra óbice no seio do remédio constitucional. Precedentes.
Os delitos previstos nos arts. 12, 14 e 16 da Lei nº 10.826/06 exigem a diferenciação dos tipos de armamento para a sua configuração, isto é,...
...3. Para os mencionados crimes, não há como a prova testemunhal, por si só, su...DISPARO DE ARMA DE FOGO. CRIME QUE DEIXA VESTÍGIOS. AUSÊ...
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APELAÇÃO CRIME. ARTIGO 15 DA LEI 10.826/03: DISPARO DE ARMA DE FOGO. CONDENAÇÃO. IRRESIGNAÇÃO DEFENSIVA.
ANÁLISE DA INSURGÊNCIA. DISPARO DE ARMA DE FOGO. ALEGAÇÃO DE INSUFICIÊNCIA PROBATÓRIA. PLEITO ABSOLUTÓRIO.
Na espécie, diante dos depoimentos, tem-se que a prova dos autos é suficiente para demonstrar que o apelante realmente efetuou disparo com arma de fogo, inviabilizando a sua absolvição. Correta a decisão fustigada.
Logo, a acusação encontrou inquebrantável arrimo na situação em tela, não configurando apenas meras suposições.
Não há, pois, condições para que se processe a reforma do decidir combatido, sob o prisma da insuficiência probatória.
O enfoque defensivo quanto à inexistência de prova suficiente quanto à autoria não subsiste, visto que comprovado de modo suficiente o port...
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HABEAS CORPUS. PENAL. CRIME DE DISPARO DE ARMA DE FOGO E DELITOS DE AMEAÇA. PENAS-BASE FIXADAS ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. CIRCUNSTÂNCIAS DO CRIME E CONDUTA SOCIAL.
FUNDAMENTAÇÕES VÁLIDAS. REGIME INICIAL MAIS SEVERO (NO CASO, O SEMIABERTO). POSSIBILIDADE. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DA LIBERDADE. AUSÊNCIA DO REQUISITO SUBJETIVO PREVISTO NO INCISO III DO ART. 44 DO CÓDIGO PENAL. ORDEM DENEGADA.
A despeito de algumas impropriedades na fixação das penas-base, verifica-se que algumas circunstâncias judiciais foram corretamente valoradas em demérito do Paciente, notadamente, as circunstâncias do crime e a conduta social, esta última, porque o Apenado possuía um histórico de agressões, uma delas, inclusive, contra a própria genitora, a quem agrediu a...
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HABEAS CORPUS. ROUBO CIRCUNSTANCIADO EM CONCURSO MATERIAL COM DISPARO DE ARMA DE FOGO EM VIA PÚBLICA. APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA CONSUNÇÃO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO APROFUNDADO DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE NA VIA ESTREITA DO WRIT. AUTORIA E MATERIALIDADE COMPROVADA POR ELEMENTOS IDÔNEOS. AUSÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. ORDEM DENEGADA.
A alegada hipótese de ocorrência do Princípio da Consunção, restando o crime de disparo de arma de fogo em via pública absorvido pelo crime de roubo circunstanciado, configura questão que demanda aprofundada análise de provas, o que é vedado na via estreita do remédio constitucional, que possui rito célere e desprovido de dilação probatória.
No processo penal brasileiro vigora o princípio do livre convencimento, em que o julg...
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PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. ROUBO QUALIFICADO E DISPARO DE ARMA DE FOGO. ABSORÇÃO DESTE CRIME PELO PRIMEIRO. MATÉRIA NÃO DECIDIDA NA ORIGEM. REVOLVIMENTO FÁTICO-PROBATÓRIO. TRÂNSITO EM JULGADO DO ACÓRDÃO DA APELAÇÃO. WRIT. VIA INADEQUADA.
Não decidida na origem, porque não suscitada no momento próprio, a alegação de que o disparo de arma de fogo (art. 15 da Lei nº 10.826/2003) teria sido absorvido pelo roubo, não merece a súplica prosperar.
Além disso a pretensão demanda revolvimento fático-probatório e já transitado em julgado o acórdão condenatório, o pleito aqui apresentado tem contornos de apelação da apelação, ou, quiçá, de uma indevida revisão criminal, tentando transformar esta Corte em verdadeira terceira instância revisora.
O habeas corpus tem seus contornos pr...
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APELAÇÃO-CRIME. DELITOS DE PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO E DISPARO. APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA CONSUNÇÃO. PORTE É CRIME MEIO EM RELAÇÃO AO DISPARO. PENA-BASE. DENTRE OS VETORES DO ARTIGO 59, DO CÓDIGO PENAL, AO RÉU DESFAVORÁVEIS SEUS ANTECEDENTES, SUAS PERSONALIDADE E CONDUTA SOCIAL. JUSTIFICADO O AFASTAR DA PENA-BASE DE SEU MÍNIMO, VISANDO NÃO SÓ O ATENDIMENTO DOS CRITÉRIOS DA NECESSIDADE E DA SUFICIÊNCIA, BEM COMO, E PRINCIPALMENTE, DOS OBJETIVOS DA REPRESSÃO E PREVENÇÃO DO DELITO. ATENUANTE DA CONFISSÃO. RECONHECIMENTO, AINDA QUE O RÉU TENTE JUSTIFICAR SEU ATO. REGIME DE CUMPRIMENTO DA PENA. ARTIGO 33, § 3º, DO CÓDIGO PENAL. FIXAÇÃO NO SEMI-ABERTO. SUBSTITUIÇÃO DA PENA CARCERÁRIA POR RESTRITIVAS DE DIREITO. ARTIGO 44, INCISO III, DO CÓDIGO PENAL. CASSAÇÃO DA BENESSE. APELO MINISTERIAL ...
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APELAÇÃO CRIME. DISPARO DE ARMA DE FOGO. ESTATUTO DO DESARMAMENTO.
ABSOLVIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. AUTORIA E MATERIALIDADE COMPROVADAS. MANUTENÇÃO DA SENTENÇA CONDENATÓRIA.
DELITO DE DISPARO DE ARMA DE FOGO CONFIGURADO. PARA O CRIME EM TELA SE CONFIGURAR, BASTA A AÇÃO TÍPICA EM LUGAR HABITADO. A APREENSÃO DA ARMA NÃO É IMPRESCINDÍVEL, POIS, QUANDO A PROVA ORAL É CONSISTENTE E SEGURA, SUPRE A NECESSIDADE DESTA.
NEGARAM PROVIMENTO AO APELO DEFENSIVO. (Apelação Crime Nº 70036790715, Primeira Câmara Criminal, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Marcel Esquivel Hoppe, Julgado em 21/07/2010)
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HABEAS CORPUS. ROUBO CIRCUNSTANCIADO. PENA-BASE. FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA. EXASPERAÇÃO DA PENA EM 3/8 (TRÊS OITAVOS) COM BASE UNICAMENTE NO NÚMERO DE MAJORANTES. CONSTRANGIMENTO ILEGAL EVIDENCIADO.
A pena-base foi fixada, com observância ao princípio da proporcionalidade, 1 (um) ano acima do mínimo legal, de maneira fundamentada, principalmente na culpabilidade e nas circunstâncias do crime, visto que o paciente atingiu uma das vítima com disparo de arma de fogo e realizou intensa troca de tiros com policial.
Consoante a jurisprudência cristalizada neste Superior Tribunal de Justiça, é indevida a exasperação levada a efeito acima do patamar mínimo com esteio unicamente no número de majorantes do roubo.
Ordem parcialmente concedida.
(HC 101.108/DF, Rel. Ministro OG FERNANDES, S...
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APELAÇÃO CRIME. DELITO CONTRA O SISTEMA NACIONAL DE ARMAS. IMPUTAÇÃO DESCRITA NA DENÚNCIA ¿ ART. 15, CAPUT, E ART. 16, IV, AMBOS DA LEI Nº 10.826/03, NA FORMA DO ART. 69, CAPUT, DO CP. PRINCÍPIO DA CONSUNÇÃO. CONDENAÇÃO FINAL PELO ART. 15, CAPUT, DA LEI Nº 10.826/03.
PLEITO DEFENSIVO.
Foram demonstradas a materialidade e a autoria do crime de disparo de arma de fogo na pessoa do apelante, com base nos elementos de prova colacionados aos autos. Ficou claro que o fato ocorreu em via pública e próximo a várias casas existentes no local. Ademais, a circunstância de o disparo ter sido realizado em direção ao chão, não afasta a ilicitude da conduta do réu, bem como não prospera a alegação de que o réu agiu em legítima defesa, uma vez que nada restou comprovado nesse sentido, ônus que lhe incu...
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APELAÇÃO CRIMINAL. DISPARO DE ARMA DE FOGO. ART. 15 DA LEI Nº 10.826/03.
- INOBSERVÂNCIA DA ORDEM LEGAL DE INQUIRIÇÃO DE TESTEMUNHAS EM AUDIÊNCIA (ART. 212, DO CPP).
. Conforme orientação que se consolidou na jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, a Lei nº 11.690, de 09/08/2008, alterou a redação do art. 212 do Código de Processo Penal, passando-se a adotar o procedimento do Direito Norte-Americano, chamado cross-examination, no qual as vítimas, as testemunhas e o acusado são questionadas diretamente pela parte que as arrolou, facultada à parte contrária, na sequência, sua inquirição (exame direto e cruzado), possibilitando ao magistrado complementar a inquirição se entender necessários esclarecimentos remanescentes e o poder de fiscalização. Persiste, todavia, divergência...
...3. CRIME DE DISPARO DE ARMA DE FOGO CONFIGURADO. DEPOIMENTO...