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Agravo Interno na Apelação Cível. Direito Civil. Poluição sonora. Culto religioso. Estabelecimento sem tratamento acústico, cujas cerimônias religiosas se realizam com a utilização de instrumentos musicais e amplificadores. Sentença de procedência. 1 - É incontroversa a poluição sonora emanada do estabelecimento da ré durante os cultos religiosos, porque não somente a ela se referiram as testemunhas ouvidas em juízo, como também tal conclusão se extrai dos documentos produzidos pela Prefeitura de São Gonçalo e pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, que indicam a ausência de tratamento acústico adequado e emissão de ruídos acima do permitido. 2 - Liberdade de culto que não pode servir de justificativa para a prática de conduta ilícita que contraria a tranq...
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A Secretaria de Meio Ambiente e a Infraero estão prestes a fechar um acordo criando o barulho em horário comercial. Há meses, os dois órgãos brigam por conta do ruído no Aeroporto Santos Dumont. O problema está na rota 2, que passa pela Zona Sul, e começou quando a Infraero liberou os vôos de outros estados, além da ponte aérea. Antes eram 14 pousos e decolagens por hora e ninguém reclamava. Com a mudança, o número cresceu para 28 e as reclamações também. Agora, a proposta é voltar aos 14 movimentos, mas só antes das 8h e depois das 20h. Preservando o sono e a novela.
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HABEAS CORPUS. ART. 54, § 2º, INCISO IV, DA LEI N. 9.605/98.
POLUIÇÃO SONORA. AUSÊNCIA DE JUSTA CAUSA NÃO-EVIDENCIADA DE PLANO.
ANÁLISE SOBRE A MATERIALIDADE DO DELITO QUE NÃO PODE SER FEITA NA VIA ELEITA. CONDUTA TÍPICA SUFICIENTEMENTE DEMONSTRADA PELA DENÚNCIA. ORDEM DENEGADA.
O trancamento da ação penal pela via de habeas corpus é medida de exceção, que só é admissível quando emerge dos autos, sem a necessidade de exame valorativo do conjunto fático ou probatório, que há imputação de fato penalmente atípico, a inexistência de qualquer elemento indiciário demonstrativo de autoria do delito ou, ainda, a extinção da punibilidade.
O Impetrante alega falta de justa causa para a ação penal porque a poluição sonora não foi abrangida pela Lei n.º 9.605/98, que trata dos crimes contra...
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HABEAS CORPUS. PENAL. CRIME AMBIENTAL PREVISTO NO ART. 54, DA LEI N.º 9605/98. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE JUSTA CAUSA. TERMO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA DEVIDAMENTE CUMPRIDO.
FALTA DE PROVAS QUE DEMONSTREM A EFETIVA POLUIÇÃO SONORA. MATÉRIAS NÃO ANALISADAS NO ACÓRDÃO RECORRIDO. INÉPCIA DA INICIAL.
INEXISTÊNCIA. SENTENÇA SUPERVENIENTE. WRIT PARCIALMENTE CONHECIDO E, NESSA EXTENSÃO, DENEGADO.
O trancamento da ação penal pela via do habeas corpus é medida de exceção, que só é admissível quando emerge dos autos, de forma inequívoca, a autoria e materialidade do acusado, a atipicidade da conduta ou a incidência de causa extintiva da punibilidade.
Cotejando os tipos penais incriminadores indicados na denúncia com as condutas supostamente atribuíveis ao Paciente, ...
... de provas que demonstrem a efetiva poluição sonora, não devem ser conhecidas por esta Corte S...
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APELAÇÃO CÍVEL. RESPONSABILIDADE CIVIL. PRELIMINAR CONTRARRECURAL. ENTE MUNICIPAL. LEGITIMIDADE PASSIVA CONFIGURADA. DEVER DE FISCALIZAÇÃO E DE ADOÇÃO DE MEDIDAS A REDUZIR A POLUIÇÃO SONORA. IMPOSIÇÃO JUDICIAL. DESCUMPRIMENTO. OMISSÃO ESPECÍFICA. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. INDENIZAÇÃO DEVIDA. SENTENÇA MODIFICADA. O Município tem legitimidade para responder aos termos da ação, uma vez que tem o dever de empregar medidas tendentes à redução da poluição sonora na cidade e, sobretudo, tinha o dever, imposto judicialmente, de fiscalizar a área. Uma vez desatendidas as determinações impostas judicialmente, em ação cominatória e em ação civil pública, o Município responde objetivamente pelos prejuízos ocasionados aos autores, na condição de moradores de via afetada por enorme poluição sonora. ...
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APELAÇÃO CÍVEL. RESPONSABILIDADE CIVIL. PRELIMINAR CONTRARRECURAL. ENTE MUNICIPAL. LEGITIMIDADE PASSIVA CONFIGURADA. DEVER DE FISCALIZAÇÃO E DE ADOÇÃO DE MEDIDAS A REDUZIR A POLUIÇÃO SONORA. IMPOSIÇÃO JUDICIAL. DESCUMPRIMENTO. OMISSÃO ESPECÍFICA. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. INDENIZAÇÃO DEVIDA. SENTENÇA MODIFICADA. O Município tem legitimidade para responder aos termos da ação, uma vez que tem o dever de empregar medidas tendentes à redução da poluição sonora na cidade e, sobretudo, tinha o dever, imposto judicialmente, de fiscalizar a área. Uma vez desatendidas as determinações impostas judicialmente, em ação cominatória e em ação civil pública, o Município responde objetivamente pelos prejuízos ocasionados aos autores, na condição de moradores de via afetada por enorme poluição sonora. ...
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AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO AMBIENTAL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. POLUIÇÃO SONORA. DETERMINAÇÃO DE ABSTENÇÃO DE UTILIZAÇÃO DE SOM MECÂNICO OU MÚSICA AO VIVO. IMPOSIÇÃO DE APROVAÇÃO DE PROJETO DE CONTENÇÃO ACÚSTICA E ALVARÁ DE FUNCIONAMENTO DE SOM. CABIMENTO. Demonstrando a prova existente no feito, especialmente o laudo da PATRAM, que detém presunção de legitimidade e veracidade, a necessidade de contenção acústica do estabelecimento, em razão da poluição sonora dali decorrente, por desobediência a normas técnicas e legais, causando dano ambiental, correta a decisão que deferiu antecipação de tutela em ação civil pública, determinando que a ré se abstenha de promover evento com utilização de som mecânico ou música ao vivo, até que obtenha aprovação de projeto de contenção acústica e alvará ...
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AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO PÚBLICO NÃO ESPECIFICADO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR OBRIGAÇÃO DE FAZER. EXECUÇÃO. DANO AMBIENTAL. AJUSTE. DESCUMPRIMENTO. DETERMINADO O CUMPRIMENTO DA LIMINAR ANTERIOR, COM MAIOR EXTENSÃO. LACRE DO ESTABELECIMENTO, CESSANDO AS ATIVIDADES DO LOCAL EM DECORRÊNCIA DA POLUIÇÃO SONORA CONSTATADA. CABIMENTO. Tratando-se de execução da ação civil pública por obrigação de fazer, verificando-se, em sede de cognição sumária, o descumprimento do ajuste firmado entre as partes, havendo prova da necessidade de isolamento acústico do Clube, a fim de evitar a continuação dos danos em decorrência da poluição sonora dali decorrente, causando dano ambiental aos moradores da região, correta a decisão que deferiu a medida postulada, no sentido de cumprimento da decisão anterior,...
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APELAÇÃO CÍVEL. PROCESSUAL CIVIL. LEGITIMIDADE PASSIVA. PRESCRIÇÃO. RESPONSABILIDADE CIVIL. MUNICÍPIO. OMISSÃO ESPECÍFICA. POLUIÇÃO SONORA. PERTURBAÇÃO DO SOSSEGO. A responsabilidade civil do Estado em caso de omissão é subjetiva, fugindo à previsão do art. 37, §6º, da CF. Contudo, deve ser analisado se a omissão foi específica ou genérica. Em caso de omissão específica, ou seja, quando há o dever individualizado de agir, como na espécie, vale a regra constitucional. Caso concreto em que a perturbação do sossego e a poluição sonora da região foi alertada diversas vezes à administração municipal, inclusive sendo objeto de ação civil pública, mas mesmo assim o Município manteve-se inerte. Dano morais caracterizados. Valor da condenação fixado de acordo com as peculiaridades do caso concre...
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AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO PÚBLICO NÃO ESPECIFICADO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR OBRIGAÇÃO DE FAZER. EXECUÇÃO. DANO AMBIENTAL. AJUSTE. DESCUMPRIMENTO. DETERMINADO O CUMPRIMENTO DA LIMINAR ANTERIOR, COM MAIOR EXTENSÃO. LACRE DO ESTABELECIMENTO, CESSANDO AS ATIVIDADES DO LOCAL EM DECORRÊNCIA DA POLUIÇÃO SONORA CONSTATADA. CABIMENTO. Tratando-se de execução da ação civil pública por obrigação de fazer, verificando-se, em sede de cognição sumária, o descumprimento do ajuste firmado entre as partes, havendo prova da necessidade de isolamento acústico do Clube, a fim de evitar a continuação dos danos em decorrência da poluição sonora dali decorrente, causando dano ambiental aos moradores da região, correta a decisão que deferiu a medida postulada, no sentido de cumprimento da decisão anterior,...