Acórdão Nº 1.0145.06.301369-5/001(1) de TJMG. Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, de 07 Maio 2008

TJMG. Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais

Apelação Cível
Súmula: Em Rejeitarem Preliminar de Incompetência e Prejudicial de Prescrição. Deram Provimento Ao Primeiro Recurso e Julgaram Prejudicado o Segundo, Vencido Parcialmente o Revisor.
Magistrado Responsável: Afrânio Vilela
Magistrado Responsável de Acuerdo: Afrânio Vilela

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Id. vLex: VLEX-41424924

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Resumo:

APELAÇÃO - AÇÃO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO - SERVIÇO DE TELEFONIA FIXA - DISCRIMINAÇÃO DA COBRANÇA DOS PULSOS EXCEDENTES - JURISPRUDÊNCIA UNIFORMIZADA.

Este egrégio Tribunal de Justiça uniformizou sua jurisprudência no sentido de reconhecer que segundo as regras gerais de direito, especialmente em face do Código de Defesa do Consumidor, a concessionária de serviço telefônico deve comprovar a prestação do serviço quando esta for questionada pelo usuário, assim entendido como não realizada. Porém, a obrigação legal de discriminação das chamadas telefônicas independentemente de questionamento por parte do usuário obedece ao comando do decreto 4733/03, e deve ocorrer a partir de 1º de janeiro de 2006, desde que solicitada, tudo sob pena de devolução do valor cobrado.

V.v.p.: O prazo de prescrição da pretensão de repetição de indébito por serviços não comprovados é o geral do Código Civil, tanto no diploma de 1916 quanto no de 2002, por ser direito pessoal.

Os prazos do Código Civil de 2002 somente podem ser aplicados a partir de sua vigência, respeitada a regra de transição de seu art. 2.028.

Decreto Federal não suspende eficácia nem afasta a aplicação de Princípios Constitucionais e de Lei Federal de ordem pública e natureza cogente, na proteção dos direitos do consumidor.

A Lei 9.472, de 1997, acabou por incorporar em seu texto orgânico um Princípio Fundamental dos Serviços de Telecomunicações, ao estabelecer o dever de informação adequada sobre os serviços prestados pelas concessionárias de telefonia.

É devida a restituição dos valores pagos, de forma simples, quando não comprovada pelo fornecedor de serviços a prestação efetiva do serviço e a regularidade da cobrança dos pulsos ditos excedentes.

A normatização específica dos serviços públicos de telefonia não só não afasta, mas ao contrário, reforça o dever de informação da concessionária para com os seus consumidores resultante dos exatos termos do art. 6º, inciso III, do Código de Defesa do Consumidor.

Entendimento consolidado em uniformização de jurisprudência pela Corte do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, privilegiando o princípio da transparência e do dever de informação.

Vozes:

EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO
      EFEITO SUSPENSIVO
           IRRECORRIBILIDADE
                AGRAVO INTERNO
                     EMBARGOS INFRINGENTES
                          ADMINISTRATIVO
                               REEXAME NECESSÁRIO
                                    APELAÇÃO
                                         REVISIONAL DE CONTRATO BANCÁRIO
                                              CAPITALIZAÇÃO DE JUROS
                                                   VEDAÇÃO
                                                        JURISPRUDÊNCIA UNIFORMIZADA
EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO
      EFEITO SUSPENSIVO
           IRRECORRIBILIDADE
                AGRAVO INTERNO
                     EMBARGOS INFRINGENTES
                          ADMINISTRATIVO
                               REEXAME NECESSÁRIO
                                    TRIBUTÁRIO
                                         MANDADO DE SEGURANÇA
                                              DECISÃO QUE CONCEDE LIMINAR
                                                   DECISÃO INTERLOCUTÓRIA
                                                        AGRAVO DE INSTRUMENTO
                                                             EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
                                                                  INTERPOSIÇÃO VIA FAX
                                                                       ORIGINAL
                                                                            PRAZO
                                                                                 INTEMPESTIVIDADE
                                                                                      NÃO-CONHECIMENTO
                                                                                           PREFACIAL DE PRESCRIÇÃO
                                                                                                ACOLHIMENTO
                                                                                                     PRAZO DE 5 ANOS
                                                                                                          AÇÃO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO
EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO
      EFEITO SUSPENSIVO
           IRRECORRIBILIDADE
                AGRAVO INTERNO
                     EMBARGOS INFRINGENTES
                          ADMINISTRATIVO
                               REEXAME NECESSÁRIO
                                    APELAÇÃO
DISCRIMINAÇÃO DA COBRANÇA DOS PULSOS EXCEDENTES



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